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   Jiu-Jitsu Paradesportivo

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    Associação Baiana

 Jiu-Jitsu Paradesportivo

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JIU-JITSU PARA TODOS, PARA JIU-JITSU

 

Nesse trabalho, buscaremos registrar a história de conquistas e o crescimento do jiu-jitsu paradesportivo (conhecido popularmente como Parajiu-Jitsu) ao redor do mundo, através de entrevista com os atuais líderes desse trabalho.

Atualmente o Parajiu-Jitsu é o esporte com maior potencial de inclusão dentre todos os demais, seu crescimento a passos largos se deve, principalmente, a audácia de dois grandes líderes e sua coragem de enfrentar o mundo,  dedicando suas vidas para fazer a sociedade enxergar esse trabalho, lutando para romper o som do silêncio imposto as pessoas com deficiência física em todo o mundo.

 

Antes de começarmos, gostaríamos deixar registrado que o jiu-jitsu paradesportivo (chamaremos pelo nome popular Parajiu-Jitsu) sempre existiu desde a fundação do jiu-jitsu brasileiro pelos Grão-Mestre CARLOS GRACIE, HELIO GRACIE e Mestre FADA. São vários os relatos de praticantes de jiu-jitsu com algum tipo de deficiência ao longo de sua história.

Apesar de ser o esporte mais inclusivo do mundo existiam várias barreiras que impediam o seu desenvolvimento a nível mundial. Grandes obstáculos como falta de verdadeiros líderes defensores da causa, pouca informação disponível sobre o que era, falta de incentivo para que professores fortalecessem esse trabalho em suas academias, falta de competições em larga escala realizado aos paratletas somado a falta de conhecimento sobre o público elegível para participar desse projeto retardaram em muito a sua expansão.

Essas dificuldades não permitiram a exploração de todo o potencial que a Arte Suave tem a oferecer, e seria uma falta de amor para com a humanidade ter uma ferramenta tão poderosa em mãos e não levar até aqueles que mais precisam.

Embarque conosco nessa viagem, onde vamos percorrendo o caminho do Parajiu-Jitsu, detalhando seu crescimento e conquistas pelo mundo.

Como já dito, desde a apresentação do jiu-jitsu brasileiro para o mundo sempre existiram pessoas com deficiência praticantes da Arte Suave.

Alguns se aventuravam em grandes eventos de competições, como por exemplo o campeão Mundial de Luta Livre por Submissão do ADCC, dentre vários outros campeonatos em que foi campeão, Mestre JEAN JACQUES MACHADO, sobrinho do Grão-Mestre CARLOS GRACIE.

Mestre JEAN JACQUES MACHADO nasceu com malformação congênita por consequência da síndrome da banda amniótica, hoje vive do jiu-jitsu e mora atualmente na California. Apesar de provar que as pessoas com deficiência poderiam participar de circuitos de competição, ainda seriam necessários mais esforços para que essa ideia fosse aceita nas academias mundo a fora.

A passos lentos, o jiu-jitsu paradesportivo estava criando forma, mas ainda não tinha uma identidade reconhecida com legitimidade, uma federação organizada, ainda pouco se falava sobre o tema, muitos não o conhecia.

Enquanto isso no Brasil, começaram a surgir lutas de jiu-jitsu realizadas para pessoas com deficiência, entre outros. o que reforça a ideia de que muitas pessoas deficientes praticavam o jiu-jitsu, contudo ainda de maneira muito informal, sem registros dos eventos realizados.

Alguns movimentos, lutas casadas e até mesmo federação foram criadas para fortalecer o movimento Parajiu-Jitsu, contudo se perderam e/ou se tornaram movimentos sem paratletas, devido aos interesses exclusos que não fosse a causa do Parajiu-Jitsu mundial.

Começam então os primeiros passos para o fortalecimento do jiu-jitsu paradesportivo, no ano de 2014, foi criando uma federação contudo não se perdurou pela falta de legitimidade por sua condução naquele tempo.

Começa então a criação da maior federação de jiu-jitsu paradesportivo do mundo a FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JIU-JITSU PARADESPORTIVO (FBJJP), contaremos agora como foi sua fundação, assim como as pessoas que depositaram suas energias em sua criação.

A história do jiu-jitsu paradesportivo começa a tomar forma e se fortalecer a nível mundial quando dois paratletas, ELCIRLEY LUZ SILVA professor da escola Gracie Barra e MARIO EDSON (Cowboy) fundador da equipe Cowboy jiu-jitsu, ambos amputados, foram participar do campeonato Grand Slam em Abu Dhabi no ano de 2015.

Ao chegarem no evento, não sabiam ao certo se teriam a permissão para lutar, foi necessário contato com os responsáveis pela organização para saber se essa permissão seria dada, e então conseguiram a aprovação, sendo uma conquista (a primeira de muitos que viriam) muito importante naquele momento. A partir de então a saga do Parajiu-Jitsu saindo do Brasil e conquistando o mundo começa. A luta foi um espetáculo e chamou muita atenção da plateia, sendo uma das lutas mais comentadas do evento realizado em Abu Dhabi. Percebendo a aprovação por parte do público, a organização do evento se interessou em conhecer e entender melhor o trabalho daqueles dois paratletas, agendando uma segunda data de retorno dos mesmos para que falassem sobre essa “nova modalidade” e como ela era organizada.

A barreira do som do silencio começava a ser rompida, esses dois paratletas (professor ELCIRLEY e COWBOY) conseguiram fazer com que aqueles que assistiram a luta refletissem sobre seus conceitos sobre o que era o jiu-jitsu e sua evolução para o Parajiu-Jitsu, e como poderiam transformar e salvar vidas de muitas pessoas em todo o mundo através dessa poderosa ferramenta.

Vendo essa nova fase do Parajiu-Jitsu vários paratletas já começam a se preparar e somar força para que o Parajiu-Jitsu, principalmente aqueles que tinham estrada no próprio Parajiu-Jitsu.

 Em 2016 um grande apoiador dessa ideia foi o presidente da UAEJJF, HE ABDULMUNAM AL HASHEMI com uma equipe de staff muito bem preparada, peça fundamental para que o Parajiu-Jitsu acelerasse seu processo de atingir o mundo inteiro. Os professores ELCIRLEY e COWBOY se tornaram o porta voz dos paratletas, mediando as competições.

Através do suporte dos Emirados Árabes Unidos (UAE), liderada pelo SHAKE MOHAMMED BIN ZAYED AL NAHYAN ainda no ano de 2016, o mundo começa a conhecer o movimento Parajiu-Jitsu.

A UAE forneceu Free pass aos paratletas, depositando sua confiança aos professores ELCIRLEY e COWBOY para que selecionassem os paratletas que participariam do campeonato. Foram convidados paratletas do Brasil, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Ilha da Georgia e Argentina.

Paralelamente a participação no campeonato os professores ELCIRLEY e COWBOY viajaram por várias cidades do brasil, ensinando e incentivando os paratletas para que divulgassem suas próprias histórias pela comunidade, buscando conquistar a sustentabilidade financeira através de patrocínios e seminários, transformando essa oportunidade em uma nova forma de trabalho assim como os atletas profissionais. Nascia assim na cabeça de todas as pessoas com deficiência uma expectativa de trabalho, profissão, e uma nova vida. Após percorrerem as cidades do Brasil, começou a saga pelo mundo.

Foi realizada então a primeira competição oficial de Parajiu-Jitsu em Abu Dhabi, onde dessa vez, várias classificações funcionais e paratletas foram apresentados ao mundo. A cada campeonato realizado Abu Dahbi passava a acreditar mais nesse trabalho paradesportivo, realizando investimentos consideravelmente altos para o seu desenvolvimento e fortalecimento. A FBJJP deu suporte aos paratletas divulgando suas histórias e conquistas.

Já no evento realizado nos anos de 2017 e 2018 a UAEJJF realizou doações de cadeiras de rodas especiais, próteses modernas e vários produtos que as pessoas com deficiência carecem de usar.

Entendemos que as competições são fundamentais para a sustentabilidade dos paratletas, citaremos como exemplo o caso do atleta com paralisia cerebral RÔMULO MARTINS do estado de Paraíba, no nordeste brasileiro, que era uma pessoa pouco conhecida na sua comunidade antes de participar do Parajiu-Jitsu, hoje é reconhecido mundialmente por suas conquistas.

Durante essa caminha o Parajiu-Jitsu teve apoio da FBJJP e todo o seu staff.

Para comprovar os benefícios aos paratletas buscaram suporte através de trabalhos científicos nas universidades, buscou-se também entender a parte histórica.

Surge então, em 2017 a FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JIU-JITSU PARADESPORTIO (FBJJP). Assim conseguiram registrar a FBJJP, havendo em seu quadro os seguintes membros:

Presidência

ELCIRLEY LUZ SILVA

Vice-Presidência

MARIO EDSON COWBOY

Diretoria:

CLEVERSON FIDELIS;

JORGE NAKAMURA;

KELVIN CLAY; e

RAFAEL RODRIGUES.

Logo em seguida a criação a federação instituiu a Comissão Disciplinar e a Secretaria de Relações internas.

Comissão Disciplinar:

CLEVERSON FIDELIS;

EMANUEL ARAÚJO;

JORGE NAKAMURA; e

SÉRGIO MATUZAKI.

Secretaria de Relações Internas:

CLEVERSON FIDELIS;

KELVIN CLAY; e

TAMIRIS SASAHARA.

 

A FBJJP foi formada a princípio por 3 associações sendo a primeira associação de Canarana-MT, a segunda de Brasília e a terceira de São Paulo-SP. A FBJJP está linkada com a FBJJ, que está linkada com a AJP, que está linkada diretamente a UAEJJF.

Hoje a FBJJP orienta as competições de Parajiu-Jitsu realizado pela UAE em todos os continentes, conquistando sua legitimidade e respeito pelos praticantes e organizadores dos eventos.

Por fim, segundo o professor ELCIRLEY, pensando sobre um modelo de escola mais inclusiva em suas viagens divulgando o Parajiu-Jitsu chegou à seguinte conclusão:

me fez abrir os olhos para uma escola onde o seu principal objetivo é ajudar pessoas com deficiências a se reabilitar, e me fez sonhar com um centro mundial de reabilitação, mostrar que esse trabalho que estava sendo feito tinha um objetivo só, fazer as pessoas conhecer a si mesmo, e com isso ser ajudadas e se ajudarem com a pratica do Parajiu-Jitsu”(...) “toda a relação de tudo o que eu estou falando não pode fugir, de ajudar pessoas que estão hoje acamadas ou precisando melhorar sua autoestima, sua qualidade física e mental, sua qualidade de relação social, pois a competição é o último detalhe do Parajiu-Jitsu.

 

A SUA EXCELÊNCIA